sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Não sabia
seu veneno na paisagem:
olhos líquidos
e meus profundos naufrágios.
Não sabia
sua lascívia nas cordas:
vibrações de meus pudores
na dicção das faltas.

4 comentários:

  1. Ótimo vir aqui e ler V., seus olhos líquidos e profundos naufrágios.

    Abraço.

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  2. Gostei especialmente, não sei por quê.

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  3. Gauche: eu também não sei como faria para expressar de outra forma o que eu quis expressar neste poema. Pode alguém ler como algo romântico-simbolista o que vai pela segunda estrofe, mas o interessante é que não tem o mesmo tom do que vai na primeira. Cada leitor tem seus paradigmas para ler e para gostar ou não do que vê. A sensualidade tem graus de alcance. Há um misto de dor e prazer nesse encontro com a memória, que faz perdurar aquilo que foi na consciência que se tem do presente, do que ainda ecoa de paixão/veneno. Mas tudo isso que digo é suspeito rsrsr Não confie. Bjs!

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