terça-feira, 5 de janeiro de 2010

À deriva do corpo

Do corpo o sopro
assombra este ponto ponte
para o que antes era terno
para o que antes era pleno
agora tudo em sobras verto
em pesadelos de corpo
à sombra de tudo um pouco
antes do encontro
no campo-ocaso
à luz das carnes
inchadas ao sopro
que assombra este corpo
ponto ponte
para o nada.

4 comentários:

  1. Não tenho fundamentos teóricos pra me expressar, mas a sensação à leitura é fantástica!

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  2. Muito bom, Susana, perfeito encontro entre forma e conteúdo. Concordo com o Cesar, o efeito que a leitura causa é excelente. Belo manejo das aliterações e das vogais.

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  3. Olá Gerusa! Sim, os sons criam essa atmosfera de "fechamento" no poema que tem como tema essa deriva do corpo, esse nada que o assola (e o assombra). Bjs!

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  4. Passarei por aqui mais vezes, um blog mesmo bonito! :)

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