domingo, 31 de janeiro de 2010

Meu olhar inaugura o seu

O poema nasce. Eis que não se sabe como exatamente vem à luz. Mas vem, nascendo aos poucos dos resíduos todos que carrego nas caçambas da memória, sempre fartas. E vem intenso num ritmo interno que se deseja nos sentidos que expande qual um prisma fosse, e inaugura para o outro uma nódoa no brim (meu querido Manuel Bandeira me fica sempre pulsando num lugar especial dessa memória de caçambas...). E eis que, num dia desses, aquilo que era só memória indefinida é cutucada pelo olhar do outro. E  eis que me vem a resposta que não pude evitar.


meu olhar inaugura o seu
pisca o poema sua gota colírio
arrisca o poema sua nódoa
fascínio embate himeneu

2 comentários:

  1. [expressão simples do fundamental; inaugura-se de novo o mundo, sempre que abre um poema]

    um imenso abraço

    Leonardo B.

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  2. Que lindo!!! Manuel Bandeira já nasceu poeta, e você tem poema nas veias...
    Você já se cadastrou no Portal das Letras?. Se não, eu te mando um convite. E no "Poemas a Flor da Pele"?. É uma comunidade de escritores e poetas.
    Um abraço
    Marineide

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