quinta-feira, 22 de abril de 2010

A Descoberta

Estive em Brasília um dia, depois retornei com outro fôlego e outra companhia. Quem lá esteve em noite de lua cheia, deve ter uivado muito para aquela lua que só lá aparece. Essa lua me desfez os sonhos de antes, criou-me outros, futuros. Gaivota é fera, voltou e a lua veio à terra, na doce companhia de uns olhos. Brasília é isso: perdição. Lá moram os sonhos de antes que me fizeram descobrir que são apenas sonhos quando se levados a sério demais... O poema é um trago desse antes e uma baforada agora. Pura descoberta...
em vertigem solitária insone
Brasília
- lua em brasa -
brilha paira arrisca
no céu onde suspende
em redes
sonhos
de cidade aérea
ar poeira vento
descobre-se nas asas
e voa e plana
insana
sobre mim

2 comentários:

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