sexta-feira, 28 de maio de 2010

Flores de pedra

Um gelado vento sul soprou nas asas desta gaivota em vôo suicida para a realidade.


E a branca parede branda crescendo no seu silêncio de pedra assustadoramente lassa e suas táteis pigmentações rugosas fingindo flora assim você assim em cantos e dobras e eu assim umedecida somente tato e nada nem uma leve camada de pele nem o sabor da boca embora ocas intumescências brotando amarelas e sábias e santas no decalque de bordado e unha ferida agora aberta em bicos histéricos contra a parede casta e branca de florações ausentes afonamente assomando na sua escancarada realidade de flores de pedra.


(para F. e Z.
com amor)

Um comentário:

  1. Oi Susannah!
    Tenho lido seu blog e te seguido no twitter. Gosto muito das coisas que você escreve.
    Sou amigo da Juliana Silveira, sua orientanda Dr.
    Dá uma passadinha na minha Choupana, www.choupanadoberga.blogspot.com
    Será muito bem vinda!
    Já se tornou uma vizinha ;)

    ResponderExcluir

Deixe suas pegadas por aqui