terça-feira, 6 de julho de 2010

Diálogos íntimos -2

Estou sem tempo para os amarelos
o vermelho cresce

nas veias bebo doses de azul pra me acalmar
me banho de rosa
pra voar.

Minha saudade é azul no sol
amarelo
ferir o vermelho e a memória é saudável.
Minha saudade é saudável, baby.


Sou feita de vermelhos.
Os azuis são cúmplices de minha perversidade.


Quero você, negro de tudo. Quero você
nu
por baixo do branco
por baixo dos poros
só pele.


Estou sem tempo
roxos são os freios da voz
sorvo os azuis sua língua, florada
meus vermelhos
e só.

4 comentários:

  1. As cores e sentimentos dizem. Muito original esse poema, gostei bastante. Beijos.

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  2. um poeminha colorido em preto e branco!
    muito bom, Susana!
    =*

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  3. Muito bom. Fez-me lembrar daquele poema em que Rimbaud dá cores para as vogais.

    Parabéns!

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  4. o poema deve mesmo ser escrito com sangue.

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