quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

miniconto

No vôo desta gaivota há lugar para um espaço de sensações. Nas nuvens, a projeção de suas andanças sobre areia, em final de tarde.


Ela tinha sonhos. Ele pesadelos. Ela desejava. Ele retesava. Ela pintava as unhas. Ele afiava as garras. Devoravam-se todas as manhãs.

4 comentários:

  1. Li o miniconto quando foi publicado pelo twitter, mas faço questão de comentar este belo texto aqui. Parabéns!

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  2. “...percebo sonhos da tarde
    arderem aos flancos -
    unhando-se...”

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  3. Tô aqui bizoiando seu blog. Entendendo uns não entendendo outros. Esse mini conto, tão piquinininho, como meu pai dizia se referindo a crianças pequenas: parece um mosquitinho de remela. E teve o poder de me levar a anos de tormento em minha vida. Vou ler mais...

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