segunda-feira, 30 de maio de 2011

Como se fosse fóssil

Habito cavernas

inocente e crédula

como uma libélula

às cegas

em desesperada entrega

no eco abafado dos gritos


crivo

nas pedras

as unhas

no carvão

os olhos

3 comentários:

  1. Olá, Susanna.

    Fico esperando pelas atualizações aqui e sempre tenho uma grata surpresa. Sua escolha de palavras é sempre fantástica - essencial para a lírica. Parabéns.

    Beijos.

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  2. Obrigada Marcos! Sempre tão gentil com suas palavras! Bjs!

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  3. que interessante a inocência aki de novo...

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