domingo, 31 de julho de 2011

na rede com pandora


meu

bem

me

quer

bem

mal

se

quer

me

quer

ver

meu

bem


meu

mal

me

quer

ter

na rede com narciso


(De Amadeo Modigliani, Caryatid, 1913)

Gaivota tá com uma preguiça... tá largadinha desenhando o mundinho lá fora.


vai

idade

vem

idade

vai

idade

vem

sábado, 30 de julho de 2011

EGO

Gaivotinha é dada a filosofias quando seu vôo é interrompido por uma abelha zarolha. Isso de não enxergar direito e confundir a gente no meio do trajeto é feio abelhinha! Mas abelhas polemizam tudo! rsrsr Esta aqui foi clicada por uma leoazinha escandinava, a Marília.

credo cruz-credo

cego o ego vaza

arrasa via agra

arraia arranha

corre o risco

colhe o cisco

some indício

cospe silício

engasga

carma em cama rasa

cego o ego vaza



quarta-feira, 27 de julho de 2011

noite insana

noite insana

sonda insone

anoite nunca

some anoite

insoneassola

assomaenunca

some anoite

insanassalta

enunca some

assola enada

enunca some

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Meus proversos

Nelson Leirner - A revolta dos animais


Gaivota fez bico. Entortou as asas. Fez cara de malvada. E disse: "Poesia é coisa boa, e eu gosto!"
Gaivota não tá nem aí com as voltas que o mundo dá. Releu, mastigou tudinho e entrou na raia com seus proversos.


"em casa de poeta, verso se vira do avesso"

"palavra mole em língua dura tanto bate até que apura"

ronda

onde anda a minha
onda onde ainda
anima e ronda

sua sonda

onde onde
inda sinto

maré alta
puro mito

Para um dicionário de indefinições

Volpi aqui em close de formas. Pintor inteligente chega perto e arrisca a tela na indefinição da paisagem
Esta gaivota anda filosofando entre um vôo e outro. E tem percebido que no mundo as definições asseguram um toque dramático pras coisas. Mas como gaivota não é ser humano, ela não sabe muito bem definir. Ela sabe voar. Por isso criou um dicionário de indefinições. Por mais que os pontos finais estejam lá, tudo é matéria de reflexão. Andou tuitando umas coisinhas aqui e acolá, pois sentia falta da síntese necessária dos tempo atuais. Gente muito analítica tava dando sono...
1.
linguagem
vírgula enroscada
na língua
silêncio
na garganta

2.
linguagem entre as coxas
naufrágio
de bocas

3.
em paraty
perdi
suas pernas
entre as minhas
pedras

4.
O verbo criou o homem.
Corrompam o homem!
E a verba foi enviada.


sábado, 16 de julho de 2011

Paraty para mim


Esta gaivotinha fincou a patinha num vão dessas pedras durante um vôo noturno...
Fui salva. Mas o gavião não.

1
Nas pedras
procuro em vão
as suas

pernas.

2

No varal da noite
meu corpo acoita
moitas e vielas.
Cadelas se lambem

ao nosso compasso.