quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Cançãozinha da cuca para o menino pitherick dormir sossegado


Na parede da sala
o cuco encucava.
Estranhava a cara
da cuca que olhava.

A hora passava
e o cuco encucado
procrastinava. E a cuca,
oras, a cuca gozava!

Da negra floresta viera.
Da grave cultura nascera.
No martelo das horas
à madeira pertencera.

Mas o cuco encucado,
martelado no tempo,
acorda e se apruma,
se apruma e assopra
os ponteiros do tempo.

Na cara da sala
o dia raiara.
O cuco com a cuca
entraram na farra.

Cucando daqui.
Cucando dali.
De hora em hora
na asa dedirósea
de uma eterna aurora. 

4 comentários:

  1. para mim, aki está quem faz a diferença :)

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  2. Ah! Quem faz a diferença, pra mim, é o leitor! ;)

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  3. Muito legal seu sítio! Posso rabiscar em algumas folhas também?

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  4. O leitor interage com o texto, reescrevendo e brincando com suas possibilidades interpretativas recolhidas de seu interior. Mas a linguagem do autor é quem possibilita esse prazer... Suas poesias nos dá - infinitas - sensações de prazer, reconstruções e debates com o texto, ou seja, nos transforma. Tks.

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