quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Um caso de amor


Para esta São Paulo de 458 anos,
 a cidade das minhas eternas paixões.

Asfalto fuga e fumaça
Suas trilhas nefastas
Perseguem as minhas
Na prega da saia
No beijo do vento
Na flor descoberta
Vermelha no centro.

Cidade de azuis clandestinos
Couraça de pó e cimento
Me abraça como um noivo
E me lança viadutos adentro.

Me entontece nas curvas
Me sussurra nos trilhos
Encruzilhadas de amor eterno.

É assim que te quero
Na volúpia pneumática das esquinas
Inteira como as avenidas
Da minha Paulista humana loucura.

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