sábado, 10 de novembro de 2012

à dona das brancas bandas

A pintura de um nu é sempre uma descoberta.
Um corpo se revela no movimento compacto de sua arquitetura.
Espanta, assombra, seduz, alimenta.
Esta gaivota se evola nas curvas do outro, como neste "Le grand nu" à Paris, num de seus voos colossais....

entre os dotes
os culotes
entre tantos
os retoques
tecem todos
tantos rostos
tantos lombos
a reboque

de tão vasta
a devassa 
anca vaga
nada e some
entre tantos
os mais peitos
entremeios
de culotes

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe suas pegadas por aqui