sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

socorro


Era bela no naufrágio do corpo, mas sua alma estava repleta!

Ao menos uma fresta,
um ar, uma réstia,
uma salva de promessas.
Qualquer coisa qualquer
que salve bem
depressa.




A carne é triste

A delicadeza da morte espantou a gaivota 
que voou para o galho mais alto, 
longe de todo o sangue que chovia na noite.

Há mortes que reinam à roda da noite. E eu queria que tudo fosse poesia. A carne é triste, e todos morremos um pouco a cada dia. E tudo poderia ser apenas poesia. Mas o dia dura pouco e a vida o encurta a rodo. Rondam as horas como corvos... Ou que tudo o mais vire um nunca mais! ou apenas poesia....ou eu apenas, que morro.