sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

A carne é triste

A delicadeza da morte espantou a gaivota 
que voou para o galho mais alto, 
longe de todo o sangue que chovia na noite.

Há mortes que reinam à roda da noite. E eu queria que tudo fosse poesia. A carne é triste, e todos morremos um pouco a cada dia. E tudo poderia ser apenas poesia. Mas o dia dura pouco e a vida o encurta a rodo. Rondam as horas como corvos... Ou que tudo o mais vire um nunca mais! ou apenas poesia....ou eu apenas, que morro.

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