sábado, 31 de maio de 2014

Onda


Enquanto a tarde caía no Bois de Boulogne, me distraí no tecido da paisagem...

Éramos nós em cada ponta do lençol. Nas dobras, as sobras de nossa pele. O dia ia longo e o branco do tecido cada vez menor. O gesto repetia o compasso. Olhares de corpo. De um avança o segundo que retorna. Lento o lance das mãos. Leve o lençol entre os dedos. Nas dobras feitas, o tecido de nós.

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