sábado, 31 de maio de 2014

Sol deposto



É sempre assim: ele me olha, sussurra e diz para esperar. Gaivotas são pacientes, mas ando com as asas me coçando. Ah! Ai! não posso mais!

Perene e pálida
Pausada palma
Prenhe esquálida
Aberta em poros
Só raiva e osso

Sol deposto

Falta rasgada
Em mil páginas

Grafonasátonas
gravesatômicas

Palavra nula
Para quem soluça

Ávida de sono.

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