domingo, 10 de abril de 2016

Sobre o método

Das esferas, dos equilíbrios, do movimento que não se cala diante do pincel. 
Bem que a gaivota quis, mas os frutos fugiam de seu bico sequioso pela polpa doce. No exercício do método  suas asas aprenderam a como acolher a cor liberta entre as penas e a inscrever seu corpo na tela...

Escrevia com os seios colados à mesa. Acomodava-os sobre as linhas do papel. Cuidadosamente. Cada um. Vez em quando se revezavam para as palavras nascentes. E aí exibiam-se pontiagudos no ar para logo em seguida afogarem seus anseios no papel sequioso de suas graças. Esfregavam-se, cingiam-se. Buliam. Não se calavam na sofreguidão dos contornos.